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One Coat Paints

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Por dentro das famosas tintas “uma demão”

Por Felipe Diotaiuti

Este é um tema bastante interessante, recentemente participei de um Podcast, onde cheguei a comentar muito brevemente a respeito de tintas “one coat” e seu mercado de uso, e agora queria aprofundar um pouco mais o tema, vamos lá!

Bem, temos que entender o conceito deste tipo de tinta e entender também porque as tentativas de lançamentos deste tipo de produto não foram tão bem sucedidas no Brasil.

São produtos muito difundidos no mercado norte-americano e europeu, devido a sua praticidade e velocidade de finalização do processo de pintura, afinal, com apenas uma demão se consegue uma pintura perfeita. Será mesmo?

Na verdade, não é bem assim. Por mais nobres que sejam as fórmulas destas tintas, ricas em titânio, com uso de resinas de última geração, capazes de nivelar perfeitamente o produto, obtendo-se uma camada perfeita e resistente, que ajudam muito na cobertura, nem sempre se consegue obter total fechamento com apenas uma demão.

Claro, temos que entender quantas são as variáveis quando falamos de aplicar uma tinta. Lembre-se: a tinta é um produto inacabado e que, para chegar ao resultado perfeito (nem sempre é possível), são necessárias algumas etapas a serem cumpridas e todas elas devem estar em condições ideais, são elas:

  1. Preparação da superfície ideal para o produto e resultados esperados;
  2. Mão de obra realmente qualificada (mais importante que tudo);
  3. Ferramenta de pintura adequada e devidamente manuseada para o produto e superfície em questão (lembre-se: um airless ou pistola sempre trará mais cobertura que um rolo ou trincha, devido ao não contato da ferramenta com a superfície);
  4. Condições climáticas ideais;
  5. Produto de qualidade.

Mesmo com todas estas condições sendo “ideais”, a tinta de uma demão pode não performar apenas com uma demão, porque existem outras variáveis que podem influenciar sua cobertura, como por exemplo a cor.

Sabemos que uma mesma tinta não tem o mesmo poder de cobertura, dependendo da cor escolhida. As variações podem ser sutis, mas também podem ser muito evidentes, e isto se aplica também as tintas de “uma demão”.

Então, por que este tipo de tinta não deu certo no Brasil em algumas tentativas de alguns fabricantes?

1 – Custo – Para que esta tinta possa ter todos os atributos esperados como cobertura, acabamento, lavabilidade, aplicabilidade e rendimento, a fórmula deveria ser pelo menos parecida com as tintas norte-americanas. Porém, isto acarretaria um custo final de produto altíssimo, se distanciando enormemente das tintas comuns consideradas mais caras.

2 – Acabamento – Como os fabricantes não podiam formular uma tinta semelhante às norte-americanas por causa do custo, acabaram fazendo produtos extremamente ricos em cargas minerais com menos titânio para aumentar a cobertura sem comprometer tanto o custo, o que causou uma perda significativa no acabamento, fazendo com que desse a impressão de uma “mini textura”, devido a sua grande quantidade de casca de laranja.

3 – Percepção de menor proteção – O consumidor brasileiro sempre esteve e está acostumado com 2 a 3 demãos, o que, além de ser uma tradição, remete a uma maior proteção, afinal estão sendo aplicadas mais camadas, o que trará maior encapamento para a superfície, e claro, isso não está errado.

4 – Lavabilidade – Com a alta quantidade de cargas destas tintas nacionais, o poder de limpeza caiu drasticamente devido à grande porosidade do produto, causada pelo PVC altíssimo, o que fazia com que o filme absorvesse tudo que entrava em contato com ele, impossibilitando sua remoção (limpeza).

5 – Aplicabilidade/Rendimento – Com este PVC alto, os atributos de rendimento e aplicabilidade também foram afetados, porque a matéria-prima que ajuda neste processo é a resina, que neste conceito era mais escassa. Desta forma, o pintor tinha mais trabalho para uniformizar o acabamento (alastrar), o que além de comprometer no rendimento, também comprometia a cobertura devido à camada estar mais desuniforme.

Observação: devemos lembrar que a grande maioria destas tintas norte-americanas tem um acabamento eggshell, ou seja, são tintas semi-acetinadas, justamente para manter a resistência, poder de limpeza, baixa absorção, aplicabilidade e rendimento, além da alta cobertura.

Minha Opinião – Acho que nosso mercado de tintas não foi moldado para este tipo de produto. Para isto, é preciso uma mudança muito grande do conceito pintura, além do desenvolvimento de um produto que unisse todos os atributos esperados em apenas uma demão com custo competitivo, o que pode ser um pouco complicado ainda, mas quem sabe chegaremos lá, tenho fé que sim.

 

 

 

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